Com Geddel à frente, o governo Temer já perdeu a guerra contra o emoji de vômito


Por Kiko Nogueira, DCM -

Na falta do que fazer, o governo Temer declarou guerra ao emoji de vômito que invade suas redes sociais diariamente.

Segundo nota de Lauro Jardim no Globo, o Facebook está “desenvolvendo uma maneira e cortar spam feito com as carinhas. Por enquanto, só sabe como cortar repetições de texto”.

É uma batalha inglória, como a da Globo contra o Dr. Cuca Belludo. A nojenta figurinha é o Dr. Cuca Belludo de Temer.

Nem nos piores pesadelos o golpe poderia ficar, segundo seus articuladores, em mãos tão incompetentes.

O mesmo sujeito que dá jantares faustosos com deputados para negociar uma PEC de teto de gastos públicos convoca o tal “Conselhão” no auge do barulho causado pelo atrapalhado tráfico de influência de seu braço direito Geddel Vieira Lima.

Discursando para um grupo que incluía Raí (o que ele estava fazendo ali?), Roberto Justus (agora presidenciável), Bernardinho e Luiza Trajano, Michel tenta emplacar a conversa segundo a qual a crise teve origem em “um certo déficit de verdade”.

Ao longo de 42 minutos, o vice que conspirou, enganou e golpeou falou em tentativas de “ludibriar a realidade”. É o mesmo papo furado da “herança maldita”, agora sob nova roupagem.

“Encarar a verdade muitas vezes é difícil. Mas, se você não encará-la, você irá ludibriar aqueles a quem nós servimos”, declarou.

Temer serve aos que o colocaram lá — e serve mal. A economia não decola. Pelo contrário, todos os analistas apontam um 2017 pior do que se esperava. A Lava Jato bate na porta. Os poderes do que restou da República estão em guerra.

Ele vai acabar demitindo Geddel não porque queira ou porque ache necessário, já que o outro não vai se coçar, mas porque não resistirá a mais 40 segundos de Jornal Nacional.

Geddel sempre foi uma figura deplorável. Certamente Marcelo Calero não foi o único ou o primeiro agente público que recebeu esse tratamento. É normal que finja estupefação com o escândalo: “Vou deixar o cargo por isso? Pelo amor de Deus!”

Isso por que ainda não sabemos quem pagou o tal apartamento em Salvador. Foi ele? Qual o problema se foi um presente, ora?? Pelo amor de Deus!

Uma biografia de Renato Russo, “Filho da Revolução”, conta que o cantor da Legião Urbana estudou com o pequeno Geddel.

Russo, segundo o autor, achava que Geddel queria entrar em seu grupo de estudos por causa da “garantia de notas altas na avaliação final”. Apelidou-o de “Suíno”.

Teria sido Geddel uma vítima do bullying? Isso explicaria sua mania de xingar a mãe de incautos no Twitter? Jamais saberemos.

O fato é que,  para um governo mergulhado em vômito, um suíno a mais ou a menos não fará diferença.
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