Em "Don't Blink" podemos ser apagados como fotogramas em um filme


Por Wilson Roberto Vieira Ferreira, Cinegnose

À primeira vista, “Don’t Blink” (2014) é mais um filme sobre um grupo de jovens que se hospeda em uma cabana em algum lugar remoto para serem punidos por seus vícios e pecados, por algum serial killer. Mas estamos no terreno do horror independente e nada é o que parece: sem explicações um a um começa a desaparecer assim que o grupo tem a atenção desviada ou simplesmente fecha os olhos. Mais um filme inspirado no misterioso desaparecimento, sem deixar qualquer rastro, de uma colônia inteira no início da colonização dos EUA em 1587. Filmes como “O Mistério da Rua 7” e adaptações de Stephen King como “A Tempestade do Século” e “A Fenda no Tempo” (“The Langoliers”) também exploraram esse misterioso acontecimento, cada um com sua própria interpretação. “Don’t Blink” discute as consequências morais (o que você faria, sabendo que desapareceria nas próximas horas?) e deixa uma série de pistas narrativas para o espectador montar sua própria explicação. De uma hora para outra poderíamos ser arbitrariamente apagados como se a realidade fosse um conjunto de fotogramas, assim como o cinema? Filme sugerido pelo nosso leitor Felipe Resende.

Um incidente histórico marcou o início da colonização norte-americana: o misterioso desaparecimento de 113 colonos na ilha de Roanoke (hoje parte da Carolina do Norte) em 1587. Nenhuma pista sobre o paradeiro dos colonos foi encontrada, a não ser a inscrição “Croatoan” em uma árvore. Segundo as lendas, a inscrição “Croatan” seria a designação de uma entidade demoníaca indígena.

Stephen King se inspirou nesse histórico episódio para escrever o livro “A Tempestade do Século” (foi feita uma adaptação cinematográfica em 1999) no qual ficcionalmente sugere que todos os colonos foram levados por um demônio como forma de castigo pelos pecados. Matéria Completa, ::AQUI::
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