A ordem é avançar, diz PM ao deputado Paulo Pimenta


Jornal GGN -

Ontem, em Brasília, enquanto a Polícia Militar do Distrito Federal agredia os manifestantes, o Senado aprovava a PEC 55. Enquanto a PM do DF baixava porradas, um coquetel era oferecido a convidados na Câmara Federal. Da janela do local em que acontecia o coquetel, era possível ver a PM jogando bombas e os manifestantes correndo desesperados. O país está de ponta cabeça desde o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff.

Alguns deputados federais de oposição foram em direção dos confrontos tentando conter a ação truculenta da Polícia Militar. Em vão. A truculência lembra o que ocorre no estado de São Paulo, o que pode levar a crer que tenha uma mãozinha do Palácio do Planalto por trás das agressões. Leia a seguir o relato do deputado federal pelo PT, Paulo Pimenta e o vídeo gravado por ele.

por Paulo Pimenta

PRAÇA DE GUERRA: ESTUDANTES CONTRA A PEC 55 SÃO MASSACRADOS EM BRASÍLIA; ORDEM ERA “ATACAR”, DISSERAM POLICIAIS
PALÁCIO DO PLANALTO PODE ESTAR POR TRÁS DOS ATAQUES

Com extrema violência, gás e bombas, a Polícia Militar do DF massacrou estudantes que realizavam manifestação, em frente ao Congresso Nacional, contra a Pec 55. Militantes de extrema-direita estavam infiltrados na manifestação provocando quebra-quebra para causar tumulto e ação da Polícia contra os estudantes.

Uma mulher que protestava contra a Pec 55 foi agredida. Já no chão, teve a cabeça chutada por um policial, gerando indignação dos manifestantes.
Parlamentares do PT chegaram ao local para negociar o fim do massacre, mas as autoridades policiais não aceitaram qualquer acordo, e continuaram avançado sobre a população. Os deputados e deputadas por diversas vezes tentaram fazer um cordão em frente aos policiais, em uma tentativa de proteger os manifestantes.

O deputado Paulo Pimenta tentou intervir de maneira reiterada, pedindo à Polícia o fim dos ataques, do gás e do lançamento de bombas, para que os parlamentares pudessem conversar com os estudantes. Mas, como afirmou um policial, a ordem era “avançar". Acredita-se que a ordem de ataque possa ter vindo do Palácio do Planalto, por meio do Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já que a operação que ocorreu nesta tarde em Brasília conteve muita violência, semelhante as ações da Polícia Militar do Estado de São Paulo, quando Alexandre de Morais era secretário de Segurança de Geraldo Alckmin.
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#PauloPimenta #EPP

 
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