Após três dias de silêncio, Temer briga pela palavra acidente


Criticado por ter se omitido diante da carnificina de Manaus, onde 56 presos que estavam sob a tutela do Estado foram mortos e decapitados, Michel Temer foi às redes sociais para defender sua manifestação tardia desta quinta-feira, em que definiu o ocorrido como um "acidente pavoroso"; como professor de português, Temer publicou sinônimos de acidente, como "desastre" e "fatalidade"; nas redes sociais, ele voltou a ser criticado, uma vez que a explosão do sistema carcerário era uma tragédia anunciada

Brasil 247 -

Depois de ficar três dias em silêncio, após o massacre ocorrido no último domingo 1º no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, deixando 56 detentos mortos, Michel Temer causou polêmica nesta quinta-feira 5 ao tratar o episódio como um "acidente desastroso".

A expressão teve uma repercussão bastante negativa na imprensa e nas redes sociais, fazendo com que Temer saísse em defesa da palavra "acidente" nesta tarde em sua conta no Twitter.

"Sinônimos da palavra "acidente": tragédia, perda, desastre, desgraça, fatalidade", postou Temer. Para auxiliares do Planalto, o uso da palavra não foi equivocado. A reação sobre seu discurso foi recebida com surpresa pelos integrantes da equipe do governo.

A declaração do presidente foi feita nesta manhã, na abertura da reunião com o Núcleo Institucional do governo. Nas redes sociais da presidência, que repercutia trechos do discurso, a fala foi omitida.

"Eu quero, em uma primeira fala, mais uma vez solidarizar-me com as famílias que tiveram os seus presos vitimados naquele acidente pavoroso que ocorreu no presídio de Manaus. Nossa solidariedade, portanto, é uma solidariedade governamental e, tenho certeza, apadrinhada por todos aqueles que aqui se acham", discursou Temer.
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