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Propulsor a jato saiu dos quadrinhos para tentar ganhar o mundo, mas ficou praticamente na ficção |
Com eles, a humanidade povoava sua imaginação sobre como seria a vida no "futuro": com calçadas rolantes, carros feitos para apenas um motorista e mochilas de propulsão que nos permitiriam voar.
Hoje, quando vivemos o "futuro" previsto pela ficção do século 20, encontramos muitas dessas ideias fora do papel. Mas elas estão longe de ter virado a norma.
Mas por que elas nunca se concretizaram nem revolucionaram o mundo?
"Creio que temos uma afinidade pela tecnologia que reflete otimismo, mas todos nós fazemos previsões inviáveis", afirma Jim Moore, diretor do Programa de Engenharia dos Transportes da Universidade do Sul da Califórnia.
Segundo ele, toda tecnologia que demanda uma nova infraestrutura é arriscada, pois requer investimentos e mudanças profundas de ambiente e mentalidade.
É por isso, por exemplo, que monotrilhos acabaram sendo relegados a parques de diversões ou usos restritos, apesar de serem mais vantajosos do que os trens comuns.
Apesar de termos tirado do papel criações como o Concorde e os trens-bala, muitas novidades surgidas no século passado não conseguiram fazer a revolução esperada. Conheça cinco delas:
1) Monotrilho
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Monotrilhos acabaram destinados a aeroportos e parques temáticos |
Hoje: Monotrilhos são o formato preferido de arquitetos para espaços amplos mas confinados, como aeroportos ou parques temáticos. Na Disney World, na Flórida, o sistema de monotrilho leva os visitantes do estacionamento às atrações parando diretamente dentro do saguão de um dos hotéis do complexo.
É uma pena que esse meio de transporte não tenha realmente se popularizado, pois é ecológico, silencioso e bastante seguro. Uma exceção é o Seattle Centre Monorail, que tem 54 anos de idade e transporta 2 milhões de passageiros por ano pelo centro da cidade americana.
No Brasil, o governo de São Paulo tem investido no modelo em algumas de suas novas linhas.
2) Calçadas rolantes
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Recebida com festa no fim do século 19, a esteira rolante não virou realidade nas ruas |
No passado: Há mais de um século, calçadas rolantes
surgiram como uma novidade que revolucionaria para sempre a maneira como
nos deslocamos a pé.
A primeira surgiu na Exposição Mundial de Chicago, em 1893, e foi exibida sete anos depois no famoso evento em Paris. As exposições mundiais eram famosas por trazer ao público visões fantásticas do futuro.
Hoje: Assim como o monotrilho, as esteiras rolantes geralmente se limitam a aeroportos. Em novembro de 2015, o Aeroporto Internacional de Logan, em Boston, anunciou planos de construiu uma esteira de 800 metros ligando um de seus terminais à estação de metrô local.
Segundo Moore, essas tecnologias acabaram encontrando lugar em aeroportos porque esses ambientes são controlados e permitem menos riscos para um meio de transporte cuja manutenção é cara e difícil.
A primeira surgiu na Exposição Mundial de Chicago, em 1893, e foi exibida sete anos depois no famoso evento em Paris. As exposições mundiais eram famosas por trazer ao público visões fantásticas do futuro.
Hoje: Assim como o monotrilho, as esteiras rolantes geralmente se limitam a aeroportos. Em novembro de 2015, o Aeroporto Internacional de Logan, em Boston, anunciou planos de construiu uma esteira de 800 metros ligando um de seus terminais à estação de metrô local.
Segundo Moore, essas tecnologias acabaram encontrando lugar em aeroportos porque esses ambientes são controlados e permitem menos riscos para um meio de transporte cuja manutenção é cara e difícil.
3) Trem pneumático
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Londres e Nova York testaram o trem pneumático, mas nenhuma cidade ainda o adotou |
No passado: Há quase 150 anos, algumas pessoas
apostavam que hoje nos deslocaríamos por trens pneumáticos - formados
por vagões cilíndricos subterrâneos que seriam impulsionados por
ventiladores superpotentes localizados na extremidade de longos túneis.
Em 1864, um desses trens chegou a ser construído sob o parque de Crystal Palace, no sul de Londres. Alguns anos depois, um rico inventor americano tentou fazer o mesmo em Nova York. Mas nenhum dos dois projetos sobreviveu.
Hoje: O exemplo mais próximo que temos dessas estranhas cápsulas tubulares é a Hyperloop, a menina-dos-olhos do fundador da Tesla Motors, Elon Musk. Sua ideia é que os passageiros se agachem dentro desse vagão pressurizado e sejam impulsionados por um tubo de 1,80 metros de diâmetro a 1.200 km/h, fazendo o trajeto entre Los Angeles e San Francisco em apenas 30 minutos.
Por mais ridículo e perigoso que pareça, o projeto está sendo desenvolvido e testado. Em janeiro de 2016, a SpaceX - braço aeroespacial do grupo de Musk - convidou 30 finalistas de um concurso a criar protótipos para uma pista de testes de quase 2 km de extensão na Califórnia.
Em 1864, um desses trens chegou a ser construído sob o parque de Crystal Palace, no sul de Londres. Alguns anos depois, um rico inventor americano tentou fazer o mesmo em Nova York. Mas nenhum dos dois projetos sobreviveu.
Hoje: O exemplo mais próximo que temos dessas estranhas cápsulas tubulares é a Hyperloop, a menina-dos-olhos do fundador da Tesla Motors, Elon Musk. Sua ideia é que os passageiros se agachem dentro desse vagão pressurizado e sejam impulsionados por um tubo de 1,80 metros de diâmetro a 1.200 km/h, fazendo o trajeto entre Los Angeles e San Francisco em apenas 30 minutos.
Por mais ridículo e perigoso que pareça, o projeto está sendo desenvolvido e testado. Em janeiro de 2016, a SpaceX - braço aeroespacial do grupo de Musk - convidou 30 finalistas de um concurso a criar protótipos para uma pista de testes de quase 2 km de extensão na Califórnia.
4) Carro individual
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O modelo individual P50 deixou a desejar quando foi fabricado nos anos 60 |
No passado: Após a Segunda Guerra Mundial, o
microcarro surgiu como uma grande inovação diante da enorme devastação e
em um mundo com recursos limitados. A grande estrela da raça foi o Peel
P50, um carro de três rodas feito na Grã-Bretanha e que ganhou as ruas
em 1962.
A partir de uma pequena fábrica na Ilha de Man, a Peel Engineering produziu apenas 50 exemplares do modelo, com 1,37 metro de comprimento e o preço aproximado de 199 libras (R$ 849).
A empresa, mais conhecida por fabricar lanchas, discretamente aposentou o P50 em 1965. Mas uma memorável e recente aparição do carrinho no programa Top Gear, da BBC, tornou-o um objeto do desejo. Dois executivos se propuseram a fabricar o modelo, que hoje vem nas versões a gasolina e elétrica e custa 10 mil libras (R$ 42,6 mil).
Hoje: Carros feitos apenas para uma pessoa são normalmente karts. Mas, de vez em quando, alguma grande montadora tenta fazer o conceito ressurgir. A Toyota está desenvolvendo esse tipo de veículo na forma do i-Road, um carro de três rodas movido a eletricidade.
Em julho do ano passado, a montadora soltou alguns i-Road pelas ruas de Tóquio, com o objetivo de testá-lo por um ano.
Os carros individuais ainda não se popularizaram, mas com cada vez mais cidades adotando bicicletas e carros de aluguel compartilhados, um futuro cheio de microcarros pode estar mais perto do que pensamos.
A partir de uma pequena fábrica na Ilha de Man, a Peel Engineering produziu apenas 50 exemplares do modelo, com 1,37 metro de comprimento e o preço aproximado de 199 libras (R$ 849).
A empresa, mais conhecida por fabricar lanchas, discretamente aposentou o P50 em 1965. Mas uma memorável e recente aparição do carrinho no programa Top Gear, da BBC, tornou-o um objeto do desejo. Dois executivos se propuseram a fabricar o modelo, que hoje vem nas versões a gasolina e elétrica e custa 10 mil libras (R$ 42,6 mil).
Hoje: Carros feitos apenas para uma pessoa são normalmente karts. Mas, de vez em quando, alguma grande montadora tenta fazer o conceito ressurgir. A Toyota está desenvolvendo esse tipo de veículo na forma do i-Road, um carro de três rodas movido a eletricidade.
Em julho do ano passado, a montadora soltou alguns i-Road pelas ruas de Tóquio, com o objetivo de testá-lo por um ano.
Os carros individuais ainda não se popularizaram, mas com cada vez mais cidades adotando bicicletas e carros de aluguel compartilhados, um futuro cheio de microcarros pode estar mais perto do que pensamos.
5) Propulsor a jato
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Propulsores a jato continuaram sendo coisa da ficção, apesar de empresa neozelandesa apostar na comercialização |
No passado: As mochilas de propulsão a jato ganharam
popularidade nas histórias em quadrinhos, mas a ideia de ter esses
objetos capazes de transformar seu usuário em um foguete humano já era
testada seriamente pelos militares americanos há mais de 50 anos.
Em 1965, Sean Connery se valeu de uma mochila como essa para escapar dos vilões de 007 Contra a Chantagem Atômica. Dois anos depois, o fetiche atingiu seu auge quando uma dupla de homens-voadores agitou o Memorial Coliseum de Los Angeles no intervalo do Super Bowl, para surpresa dos 60 mil presentes e mais de 50 milhões de telespectadores.
Hoje: Mochilas de propulsão a jato tecnicamente ainda existem, mas elas só costumam ser encontradas entre dublês de cinema ou em oficinas de funileiros excêntricos. Algumas utilizam água para garantir o impulso.
Astronautas usam equipamentos semelhantes para conseguir se deslocar pela gravidade zero com algum controle e direção.
Em 2014, uma empresa neozelandesa chamada Martin Jetpack anunciou a fabricação de modelos de fibra de carbono e alumínio, com propulsores a gasolina. O plano é entregar os primeiros objetos ainda este ano. O preço? Astronômicas 83 mil libras (R$ 354 mil).
Em 1965, Sean Connery se valeu de uma mochila como essa para escapar dos vilões de 007 Contra a Chantagem Atômica. Dois anos depois, o fetiche atingiu seu auge quando uma dupla de homens-voadores agitou o Memorial Coliseum de Los Angeles no intervalo do Super Bowl, para surpresa dos 60 mil presentes e mais de 50 milhões de telespectadores.
Hoje: Mochilas de propulsão a jato tecnicamente ainda existem, mas elas só costumam ser encontradas entre dublês de cinema ou em oficinas de funileiros excêntricos. Algumas utilizam água para garantir o impulso.
Astronautas usam equipamentos semelhantes para conseguir se deslocar pela gravidade zero com algum controle e direção.
Em 2014, uma empresa neozelandesa chamada Martin Jetpack anunciou a fabricação de modelos de fibra de carbono e alumínio, com propulsores a gasolina. O plano é entregar os primeiros objetos ainda este ano. O preço? Astronômicas 83 mil libras (R$ 354 mil).
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