Neymar “100% Jesus” precisa aprender a ganhar

Descontrolado na vitória
Por Kiko Nogueira, DCM -

A cena de Neymar partindo para cima de torcedores depois de ganhar o ouro na final contra a Alemanha é ridícula por alguns motivos.

O mais visível deles é a faixa “100% Jesus” na testa — Ele mesmo, o pregador que mandou oferecer a outra face, sendo homenageado por seu seguidor de uma maneira que não estava combinada originalmente.

Não bastasse esse paradoxo, a propaganda religiosa é proibida pelo Comitê Olímpico, que ficou de mandar uma carta de reclamação à missão brasileira. Não vai dar em nada.

Mas o que ficam patentes são a imaturidade e o descontrole emocional de Neymar. Que ele não sabe perder, todo o mundo tinha consciência.
Ficou evidente, no entanto, que ele não sabe ganhar. Já tinha disparado a frase imortalizada por Zagallo (“Vão ter que me engolir”), dirigida a sabe-se lá quem. Sair para brigar com a torcida é alguns degraus abaixo disso.

De acordo com relatos, dois homens lhe pediram “raça”, “garra” e coisas do gênero quando houve um lance perto deles, ainda no primeiro tempo.

Uma hora depois — repito: uma hora depois —, batido o pênalti, título assegurado, o estádio festejando, Neymar fez questão de tirar satisfação com a dupla. Mandou-os tomar no c…, gritou “Não consegue é o caralho!” e deu um tapa na bancada.

Foi contido por seguranças.

Neymar não tem grandeza. Dentro dele há um pequeno Nuzman argentino, com um traço extra de hipocrisia por conta da pregação evangélica.
Churchill ensinou: “Na guerra, decisão. Na derrota, desafio. Na paz, boa vontade. Na vitória, magnanimidade”. Magnanimidade.

É um conselho extremamente útil. Churchill venceu e perdeu inúmeras vezes ao longo de sua carreira. Um de seus embates foi com Neville Charmberlain, a quem substituiu como primeiro ministro em 1940. No funeral de Chamberlain, fez um elogio comovente ao rival.

Neymar poderia ter elogiado seus companheiros de equipe,  poderia ter exaltado as qualidades do time alemão, o diabo. Preferiu gastar tempo e energia para dar um vexame se “vingando” de dois anônimos que estavam fazendo o que corneteiros fazem: cornetando.

Conseguiu dar um toque sujo de imbecilidade rasteira a uma bela tarde para o futebol. Um papel ridículo de alguém que não anda bem da cabeça — cabeça essa que precisa de cuidados especializados e não de um pedaço de pano com o nome de alguém que ele, claramente, não faz ideia do que dizia ou fazia.

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