Por Edivaldo Dias de Oliveira, GGN -
Bolivarianos, pensaram que ficariam sem resposta?
“É preciso dar nome as coisas e chamar as coisas pelo seu nome.” É
o que nos diz Leon Trótski com propriedade. O que não diz o arguto
teórico e ativista é que há certas coisas que já nascem com seu nome
inscrito de forma indissociável, como se estivesse sido cravado a ferro e
fogo, não havendo nada nem ninguém que lhe possa mudar o registro. Para
perceber tal registro, basta de nossa parte um pouquinho só de agudeza e
logo ele está lá, luzindo.
Este certamente é o caso do governo de salteadores com o qual nos deparamos.
Os quadros que o compõem parecem ter
sido escolhidos a dedo para lhe dar a feição e o nome que agora nos
transparece de forma tão cristalina.
É sabido que o nome capivara é a forma
popular em todo o Brasil para designar BOs, Inquéritos e processos a que
alguém responde e que neste governo os processos e que tais a que
respondem seus mais importantes membros, não se medem em páginas, mas em
volumes. Quanto maior e mais graves, mais importantes são os cargos que
eles ocupam.
Assim, temos capivarianos nos mais
importantes ministérios e nas principais empresas públicas, como
Petrobrás e BNDES. Quem não possui alguma capivara deve ser partidário
daqueles que a possuem. Mesmo entre os apoiadores mais destacados do
movimento capivariano, encontramos portadores de sua própria capivara,
como é o caso das Organizações Globo e sua capivara junto a Receita
Federal.
Em que outro país do mundo um povo foi
“contemplado” com a nomeação para o Ministérios da Justiça - dos mais
importantes de qualquer governo - de alguém sob quem paira a suspeita de
ter advogado para a principal organização criminosa, como é o caso do
PCC? Olha o tamanho dessa capivara!?
O capivarianismo não se restringe apenas
ao poder executivo, ele também já está muito bem fincado junto aos
poderes legislativo e judiciário; naquele com portadores de suas
próprias capivaras, que não são poucas, neste outro, mesmo e
principalmente nas mais altas cortes, com muitos apreciadores,
simpatizantes das capivaras dos outros.
Também sabemos que a capivara é um
roedor, mas não um roedor qualquer, é o maior roedor do mundo, seu
habitat é toda a América do Sul menos o Chile. De posse dessas
informações básicas sobre o animal, não é de se admirar a voragem, a
sanha com que o governo capivariano se atira sobre o patrimônio do nosso
povo.
Não se trata apenas de desconstruir ou
demolir o que encontram pela frente, tais termos nos remete a um
processo de retirar peça a peça de uma construção, quase como se fosse
uma restauração. Não é isso o que estão fazendo desde o primeiro dia do
assalto.
O que fazem atende pelo nome de
destruição, implosão, saque, terra arrasada, como se tivessem vencido
uma guerra e não aceitasse a rendição do inimigo, ateando fogo às suas
casas, matando crianças, civis, violentado, estuprando suas esposa e
filhas...e olhem que o processo do golpe ainda nem terminou...
Temos que suspeitar também que uma nova
doutrina ideológica está sendo implementada entre nós, para fazer frente
a prática até então adotada. De agora em diante uma “Nova Ordem” e um
“Novo Progresso” se impõe.
As palavras Pátria, Nação e Soberania
tornam-se termos injuriosos e por que não dizer, subversivos. Este novo
ensinamento deve se iniciar nos quartéis onde tais termos lhes são tão
caro. Agora as palavra da moda, que devem constar nas Ordens do Dia são;
Subserviência, entreguismo e inação. Devem também as tropas estar
preparadas para servir de guarda avançada da canalha salteadora,
dando-lhes proteção contra arroubos nacionalistas.
Muito provavelmente os símbolos e
brasões nacionais agora serão adornados com a cara do animal que tanto
apreciam e serão ofertados como medalha de honra e mérito concedida a
quem muito tem se esforçado pela destruição do Brasil. Nos templos e
igrejas ele será consagrado em substituição aos coredeiros e bezerros de
ouro.
Nas quebradas, onde num “enquadro” a
primeira pergunta feita por um oficial é “Tem passagem?” será
substituída por “Tem capivara?” e ai do neguinho que não tiver, é cana
na certa, portanto vire-se e dê um jeito de conseguir logo a sua, pois
isto lhe servirá de salvo conduto nesses novos e perigosos tempos
capivarianos.
Capivara agora é In, é Top.
A famosa carteirada tão ao gosto de
certa classe, será agora substituída pela capivarada, mas creio que não
terão dificuldade para sacar do bolso uma cópia em miniatura com o
devido certificado.
Bem, são os novos e modernos tempos que se nos apresenta. Quem a eles não quer se adaptar deve se preparar para lutar.


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